16 de Abril de 1992. O dia histórico

A historia tão conhecida, de um carro tão amado.

Dizem que 16/04/92 foi o dia do encerramento, na verdade foi o inicio de tudo, nesse dia  aprendemos o que é saudade, admiração, chegamos ao conhecimento que sim, um carro pode fazer alguém chorar somente por sair de linha, no institucional de 1992 as imagens dos funcionários chorando é clara.

Deixaram para tirar de linha, quando justamente era a hora de criar, o que veio depois, apesar de absolutamente fascinante, chegou apenas a 10% do total das vendas do opala, mesmo sendo algo considerado de outro mundo. (Omega)

Na linha de montagem, ele era ”Solitário”, como a GM já vinha implantando um sistema de construção mais moderno desde a chegada do Kadett, os modelos antigos foram passando por dificuldades, os projetos foram ficando mais caros, justamente o opala que era o mais antigo sendo fabricado ali, justamente por nunca ter mudado nada em sua construção, era um projeto arcaico e custava muito a ser produzido, o que traduzia num valor de venda mais alto, em uma foto abaixo, vemos o opala passando por um processo de lixamento manual, era basicamente uma carroceria 1992, sendo construída como um carro dos anos 60, trabalho manual, pericia e paciência, algo inviável para os dias ”atuais”, mais um motivo para encerrar sua produção, ele foi o carro nacional mais caro, tanto para ser comprado, quanto para ser construído, é ai o valor de alguém dizer: Fulano comprou um diplomata zero, em 91 ou 92, apesar de o mercado já respirar carros importados, era algo que fazia os vizinhos pensarem: O cara está montado!

A versão mais completa, Diplomata, poderia vir com os bancos de couro e cambio automático 4HP22 de 4 velocidades Overdrive. O radio com 6 memorias, sistema de som com 10 saídas, freios a disco nas 4 rodas, direção Eletrônica progressiva entre outros mimos de um carro moderno para o padrão brasileiro, eram de serie, foi um marco na historia do Opala, que no inicio dos anos 80, era mais simples que um Del rey, se tornou a cocada que a Ford toda nunca foi, aqui.

-Não é o quanto você bate, é o quanto você aguenta apanhar, o quanto aguenta ir mais longe, se faz por resistência, resiliência – Rocky
Virou o jogo, deixou a mesa abotoando um Smokin, sorriu e disse adeus.

 

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